Reunião Pedagógica
junho/2012
1. Abertura
2. Dinâmica: bilhetes
3. Leitura Compartilhada: “A lição do Sapinho”
4. Texto de apoio: Castigos: Rigor
ou Afeto
5. Troca de experiência
Castigos: Rigor ou Afeto?
Um dos aspectos que, a
nível pedagógico, causa maior angústia aos pais e educadores, são as dúvidas
levantadas pelo ato de castigar. Castigar ou não? Qual o castigo mais
apropriado? Esta ferramenta educativa, tão universal e utilizada ao longo da
história nas mais diversas sociedades, continua a gerar diferentes opiniões, e
a ser alvo de amplos debates.
As crianças não nascem
com a noção de certo e errado, e não sabem, à partida, qual o comportamento
adequado para cada momento. Ao seu ritmo, estas vão procurar descobrir o meio à
sua volta, explorar as suas capacidades à medida que as vão adquirindo, bem
como testar as reações dos outros para conhecer e desenvolver-se socialmente.
As crianças "pedem" aos adultos que lhes forneçam as ferramentas para
uma socialização bem sucedida, num equilíbrio nem sempre facilmente atingível
entre a liberdade dada às nossas crianças, e os limites que se pretende que
interiorizem.
O tema castigos é
indissociável do de limites, pois, à partida, os primeiros (castigo) são
utilizados como ferramenta para que a criança interiorize os segundos (limite).
Os castigos ajudam?
Antes de abordar a
questão dos castigos, torna-se fundamental salientar que, embora estes sejam
importantes auxiliares no processo de interiorização de limites por parte das
crianças, essa aprendizagem não pode passar apenas pela sua aplicação. Pelo
contrário, o poder dos castigos deverá ser sempre reduzido, quando comparado
com o do afeto, do exemplo e do diálogo, que deverão ser as principais
ferramentas de socialização e educação.
Habitualmente, no
processo educativo, as crianças procuram ser como os seus modelos de
referência, cabendo-lhes a estes serem os melhores exemplos / modelos
possíveis. A interiorização e a aprendizagem de regras e limites fazem-se,
fundamentalmente, pela imitação e procura de identificação com os modelos de
referência que as crianças possuem, da qual os pais, seguidos dos elementos de
família mais próximos, educadores, professores, entre outros, assumem amplo
destaque.
Surge então a pergunta -
os castigos ajudam ou não? Bem como qual
o castigo mais apropriado para a criança.
Os castigos ajudam, e
podem ser uma importante ferramenta de educação e socialização. Mas, para tal,
terão de ser aplicados com moderação, de forma correta e coerente.
Antes de mais, para que uma criança
interiorize os limites, é necessário que se sinta afetivamente ligada à pessoa
que a castiga. O castigo deve ser sempre dado com carinho, com amor, e
transmitir a noção de que "eu estou fazendo isto por que me preocupo com
você”.
Importa ter em conta
que, na hora de castigar, por mais aborrecido que se possa estar com a criança,
o objetivo não pode ser o de "castigar", de lhe causar mal estar em
retorno, mas sim ter o propósito de ajudar a criança a perceber que a sua ação
foi incorreta, e que compreenda o que é esperado dela.
Qualquer castigo
aplicado deve ter em conta a idade e o desenvolvimento da criança. Sempre que
possível, o castigo deve contribuir para a reparação do comportamento alvo
(ex.: se sujou algo, limpar). Também é importante não intimidar a criança com
um castigo que se sabe que não será possível por em prática.
Na maioria das vezes,
as suas "pequenas asneiras" funcionam apenas como forma dela chamar a
atenção dos adultos. Sempre que possível, o melhor será ignorar esses pequenos
comportamentos e, ao invés, quando a criança estiver a comportar-se do modo
pretendido, dar-lhe a atenção que procura, reforçando e elogiando o bom
comportamento. O que é notado e reforçado tende a repetir-se com maior
frequência e, mais vale salientar e reforçar aspectos positivos da criança, do
que negativos.
Atenção ao que se diz, e ao modo como se diz:
As palavras são
importantes não só na hora de se castigar. Antes pelo contrário, são
fundamentais no modo como a criança interioriza o que os adultos esperam dela.
As expectativas da criança sobre as suas possibilidades de sucesso são
fundamentais para o seu comportamento e, ela só se acreditará capaz de ser bem
sucedida, se lhes for transmitido. Veja-se:
Uma criança que, depois
do jantar, costuma brincar com os bonecos - Os educadores, ao prepararem a
criança para comer, poderão dizer duas frases, por exemplo: 1ª "Quando
acabar de comer toda a sopa, vai poder brincar com os bonecos". Esta
verbalização transmite o acreditar, mostra as possibilidades de sucesso da
criança na tarefa. 2ª "Se não comer a sopa, não brinca com os
bonecos". Esta verbalização, além de funcionar como uma ameaça transmite a
possibilidade e o acreditar que a criança não será bem sucedida na tarefa,
mostrando a possibilidade de insucesso como a mais previsível. É uma pequena
diferença de palavras, mas é uma grande diferença pedagógica.
Educar
não é impor uma ditadura, mas é impor limites, corrigir quando necessário. É
mostrar o caminho certo a seguir. Tudo ou quase tudo o que o ser humano aprende
quando criança, provavelmente ele fará quando se tornar um adulto. Nossas
crianças serão amanhã aquilo que nós ensinarmos hoje.
A lição do
sapinho
Era uma vez um grupo de sapinhos... que organizaram uma
competição.
O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.
Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os
competidores...
A corrida começou...
Sinceramente:
Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem
chegar ao topo da torre. Eles diziam coisas como:
'Oh, é difícil DEMAIS...Eles NUNCA vão conseguir... JAMAIS irão chegar ao topo.
ou: 'Eles NÃO tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!'
Os sapinhos começaram a cair. Um por um... Só alguns poucos continuaram a subir
mais e mais alto... A multidão continuava a gritar 'É muito difícil! Ninguém
vai conseguir!'
Outros sapinhos se cansaram e desistiram... Mas UM continuou a subir, e a subir...
Este não desistia!
No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do
sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu?
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para
atingir o objetivo?
E o resultado foi... O sapinho campeão era SURDO!!!!
Por isso... Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências
negativas ou pessimistas...porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais
maravilhosos.
Sempre se lembre do poder das palavras. Porque
tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações! Portanto: Seja SEMPRE...
POSITIVO!
E acima de tudo: Seja SURDO quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar
SEUS sonhos!